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Cinco coisas que nunca devemos fazer com o telemóvel

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Ecrã partido, água no interior, telemóvel que se desliga sozinho… Os problemas prováveis são muitos e nem sempre a reparação está dentro da garantia.

São um dos gadgets mais importantes das nossas vidas. Podemos tentar negá-lo, mas a verdade é que os telemóveis (agora, maioritariamente smartphones) vieram para ficar, mudando a nossa perceção do tempo e a forma como vivemos o dia a dia, como nos relacionamos e partilhamos experiências e informação.

Já que este dispositivo “comanda” uma boa parte das nossas vidas, o melhor é termos a certeza de que o usamos de forma correta.

Cinco coisas que muitas pessoas fazem habitualmente, mas não deviam:

1. Andar com o telemóvel no bolso

Um erro evitável, mas praticado pela maioria. Andar com o telemóvel no bolso – das calças, da camisa, do casaco – aumenta as hipóteses de este cair ao chão, à água ou noutras superfícies pouco adequadas.

Além de este hábito representar riscos para a saúde devido às radiações que os telemóveis emitem, segundo alguns estudos. Não é por acaso que alguns manuais de utilização recomendam que não sejam transportados nos bolsos.

A garantia não cobre qualquer dano acidental, resultante de queda ou embate. Cuidado com as chaves e as moedas. O melhor é usar capa e película para proteção extra.

2. Expô-lo a condições adversas

Antes de mais, convém saber o grau de proteção IP (Ingress Protection) do telemóvel. Este vai indicar o nível de resistência do dispositivo. Quanto mais alto for o IP, mais resistente é. Alguns exemplos? Um iPhone 7, 8 ou X tem um certificado de IP67. Já um Samsung Galaxy S8, assim como os novos S9 e S9+, estão certificados com IP68.

O primeiro dígito indica a resistência a partículas sólidas (pó, areia, lixo), com um 6 a implicar “proteção completa”. O segundo dígito apresenta o nível de resistência a líquidos (água, sopa, cerveja, batidos). Um 7 garante proteção até um metro de submersão durante meia hora. Um 8 significa que resiste à água em mais de um metro de submersão, com duração e profundidade variáveis.

Em teoria, se deixar cair modelos com estes certificados à sanita ou banheira enquanto toma banho, provavelmente está safo. Se saltar para a piscina com o telemóvel no bolso, há grande probabilidade de este sobreviver.

Note que “em teoria”, “provavelmente” e “grande probabilidade” foram os termos usados. Os testes são feitos em condições de laboratório e com o telemóvel em modo standby. A probabilidade de obedecer a estas condições quando o deixar cair é praticamente nula.

Também não é boa ideia deixar o telemóvel exposto a altas temperaturas, na praia, no deserto ou no interior do carro.

3. Nunca limpar o aparelho

Maquilhagem, suor e cotão dos bolsos dos casacos ou calças. Qualquer um destes elementos impede que auscultadores e entradas de carregadores funcionem corretamente. Limpar o telemóvel regularmente – apenas com um pano de microfibra e sem recurso a químicos – é essencial. Importante não só para a vida do telemóvel, mas também para a da pessoa que o utiliza. Sabia que a acne pode ser provocada pelas bactérias que se acumulam na superfície do telemóvel?

Limpá-lo internamente também ajuda a prolongar o tempo de vida do mesmo. Elimine ficheiros desnecessários, com ou sem a ajuda de uma app de limpeza. Há especialistas que aconselham o recurso às mesmas, outros que ditam que apagar manualmente é a melhor solução.

4. Abrir o telemóvel

Abrir e/ou desmontar o telemóvel. Para que a garantia aceite cobrir qualquer problema é importante que nunca o abra. Para verificar que o defeito não provém de má utilização, as autoridades competentes certificam-se de que o aparelho não foi desmontado. Se o abrir ou desmontar, dificilmente a garantia vai cobrir o arranjo.

Em geral, a garantia só cobre defeitos de fábrica, o que significa apenas falhas de software, da parte tecnológica ou algum problema no processo de fabricação. Desgaste de uso, infiltração de líquidos em geral, danos físicos, instalações indevidas, defeitos causados por uso de acessórios não originais ou por fenómenos da natureza e reparos efetuados por assistências não autorizadas estão excluídos.

Em Portugal, o tempo base de uma garantia são dois anos. Durante as reparações, a contagem da garantia deve ser interrompida e o tempo acrescido ao período que ainda resta. Se o equipamento for substituído, há nova garantia de dois anos.

5. Modificar, no exterior e no hardware

Ecrãs e tampas traseiras novas, desbloqueios por entidades não oficiais, jailbreaking ou rootear são ações que atiram o telemóvel automaticamente para fora da garantia.

Há telemóveis que permitem substituições pequenas como baterias e ecrãs, mas o mais provável é que qualquer alteração feita por uma terceira parte ou em casa resulte na quebra dos selos interiores que indicam modificações. Alterações no iOS (iPhone Operating System) e Android também podem resultar em violações de garantia. Qualquer problema de hardware consequente sai fora da garantia.

Cuidado com a proximidade a eletrodomésticos. Colocar o telemóvel em contacto com outras fontes de radiação, como um micro-ondas, dá mau resultado. Pior ainda se o colocar dentro dos mesmos, como algumas modas da Internet sugerem.

 

Textos, edição e revisão: Cofina Media, SA.

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