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Guia para “esticar” o orçamento até ao final do ano

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Estamos oficialmente na segunda metade de 2020. É, simultaneamente, época de férias e de aproveitar, mas também de planear e de gerir. A imprevisibilidade deste ano fez com que a rotina, os planos e os orçamentos ficassem em stand by. Fomos vivendo dia a dia, mudando semana a semana, adaptando mês a mês. Mas a gestão financeira continua a ser essencial. Os próximos meses podem ser de descanso do trabalho, mas talvez seja boa ideia recuperar objetivos, contas, débitos e créditos e planear financeiramente os meses que estão por vir. Passo a passo, vamos pôr o orçamento na linha!

1.º passo – Poupanças, subsídios e devoluções

O mês de junho costuma ser um dos meses em que mais dinheiro entra no orçamento de cada um. Isto porque ao ordenado mensal se junta o subsídio de férias – se não se tiver optado pelo subsídio em duodécimos. Na prática, há um mês em que o salário-base é depositado em dobro, o que aumenta a sensação de almofada financeira. É também durante este período que as últimas devoluções de IRS são feitas – mais dinheiro na conta e, simultaneamente, sinal de contas saldadas com as finanças.

Nesta check list entre o que temos e o que precisamos, a soma deve sempre incluir as poupanças que estão amealhadas, mas apenas para balanço. O objetivo de uma poupança é ser um recurso para uma situação inesperada ou para um fim muito específico!

Para ter uma noção real do dinheiro que terá disponível até ao final do ano, pode também fazer os cálculos aos ordenados restantes e aos subsídios que ainda estão por vir – neste caso, o de Natal. Pequenas contribuições, como o abono de família, também devem fazer parte da lista. Afinal, grão a grão…

2.º passo – Contas, contas e mais contas

Tão expectável quanto o ordenado certo ao final do mês são as contas que aparecem com dia e hora marcadas. Algumas, como a renda ou a prestação da casa, as telecomunicações ou os seguros, são fixas no seu montante (a menos que haja mudanças nos contratos), o que facilita na hora de definir a parcela gasta até ao final do ano. Há, no entanto, contas variáveis consoante os consumos, como a água, a eletricidade ou o gás, que são mais difíceis de calcular. Difíceis, mas não impossíveis! Uma análise das faturas do ano passado pode dar uma ideia dos gastos de consumo dos meses que se avizinham, para “reservar” o dinheiro necessário. Convém, no entanto, ter em conta que este ano passamos mais tempo em casa, em teletrabalho, o que aumenta estes gastos. É por isso necessário deixar uma margem maior do que o normal, para qualquer eventualidade, nomeadamente nos acertos.

A estas despesas juntam-se ainda algumas que, por serem anuais, muitas vezes são esquecidas na hora de se fazer um balanço. É o caso do IMI, do selo e seguro do carro, do seguro da casa e do recheio… Mais uma vez, são prestações em que o custo será fácil de calcular, mas que podem trazer algumas surpresas: um carro com alguns problemas na inspeção pode precisar de uma ida ao mecânico e de algumas substituições, o que acarreta mais custos, ainda que necessários.

3.º passo – Poupanças e gastos inesperados

Depois de feito o balanço das despesas e dos lucros normais, é altura de olhar atentamente para as variações que o período de confinamento trouxe ao agregado familiar. Por um lado, houve gastos que foram drasticamente reduzidos – como é o caso dos passes ou combustível e portagens e das despesas com a escola. Esta distinção deve ser feita na fatura do agregado familiar, para se assinalar uma potencial maior poupança e não se assumir como “recorrente”. Nesta lista devem também constar as eventuais devoluções que foram feitas de reservas de hotéis ou viagens que tinham marcado e que foram canceladas.

É importante também, numa altura de balanço, olhar para o outro prato da balança: quais foram os gastos extras que o confinamento trouxe? O mais banal talvez seja as subscrições de serviços de streaming e o investimento em tecnologia e conforto, para adaptar a casa para um período de convivência 24/7. No caso das subscrições, está na altura de repensar, se, com o regresso ao “normal”, continuarão a usufruir delas.

4.º passo – Poupar começa agora

Com o extrato do orçamento familiar definido até ao final do ano, é altura de olhar para o futuro e planear como vai ser gerido, sem surpresas e sem derrapar. Por exemplo: a altura dos subsídios coincide com a altura de saldos, o que pode ser muito bom ou muito mau, consoante a gestão que conseguirem fazer. Está na altura de olhar para o fundo dos armários e para as prateleiras de casa e perceber o que realmente precisam de comprar, não apenas no imediato, mas nos próximos tempos. No caso das crianças, a roupa pode já não servir quando finalmente voltarem à escola, pelo que investir agora em algumas peças maiores vai poupar-lhe dinheiro na entrada da próxima estação. Pequenos ou grandes eletrodomésticos e móveis têm também agora descontos grandes, mas só devem ser aproveitados se necessários!

No dia a dia, optar por comprar produtos nacionais também pode aumentar a poupança, sobretudo porque as grandes superfícies estão a apostar nos preços competitivos destes produtos para ajudar a economia nacional. Verificar sempre os folhetos e as promoções e fazer uma lista de compras – sem desvios! – são estratégias para não se gastar mais do que o estritamente necessário.

Em casa, ecologia e poupança devem ser palavras que andam sempre de mão dada, mesmo para os mais novos. Reduzir os banhos em tempo e temperatura, evitar as luzes acesas esquecidas, não utilizar o ar condicionado e optar por arejar a casa são pequenos gestos que, em conjunto, têm impacto nas contas mensais.

E já que voltámos à casa, há muito dinheiro escondido nela que, muitas vezes, nem notamos! Na ronda para verificar o que faz falta, o melhor é aproveitar para ver o que não faz. Da roupa que deixou de servir sem que alguém a tivesse usado aos gadgets que pareceram muito úteis mas não foram, há inúmeros pequenos objetos que podem valer dinheiro e fazer a diferença no orçamento! Livros e CD, objetos de decoração, eletrodomésticos ou móveis, desde que em bom estado, devem ganhar uma nova vida onde sejam realmente necessários.

Há ainda muitas formas de juntar um extra ao ordenado, com alguma paciência e algum talento!

5º passo – Microgestão, mês a mês

O mais importante para um orçamento bem gerido durante a segunda metade do ano é o foco no consumo responsável. Para isto, não basta fazer um balanço exaustivo, é preciso fazer uma gestão contínua e aquilo a que chamaremos “balanços intermédios”, para não se perder o controlo às contas. E aqui, há uma aquisição que tem tudo para se tornar a melhor aliada no combate ao desperdício! O UNIDO – uma app do banco WiZink que disponibiliza o serviço de informação sobre contas e cartões, é uma aplicação gratuita, que faz o faz o trabalho mais difícil por ti. Na aplicação, podes associar todas as contas bancárias, cartões de refeição cartões de crédito que tens, e controlar os movimentos de cada um. É uma forma simples de perceber quanto dinheiro tens, globalmente ou dividido por conta. Podes também descobrir, através dos movimentos por categoria, quais são os gastos que te levam a maior parcela do ordenado, bem como perceber, através de gráficos, o balanço entre receitas e despesas ao longo do tempo.

O UNIDO permite também que definas limites de gastos, enviando alertas sempre que estiveres prestes a ultrapassá-los. Uma espécie de alerta de consciência, em forma de notificação no telemóvel, que ajuda a gerir o orçamento e a veres, de uma forma muita clara, para onde está a ir o teu dinheiro.

Textos, Edição e Revisão: Cofina Media, S.A | Imagens: Cofina Media, GettyImages e iStock

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