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“O meu dinheiro desaparece”: gestos que podem arruinar a poupança

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Mês após mês, o cenário é o mesmo: aos últimos dias, o saldo bancário está tão pequeno que é quase preciso zoom para o conseguir ver. Começa a final countdown para o dia em que é depositado o ordenado, e o cinto aperta-se até ao último furo. Tomamos então uma decisão: no próximo mês, não há desculpas. Haverá contenção, controlo dos gastos e o mês não vai acabar desta forma. Até que chega o próximo mês…

Os cartões de crédito e de débito são, indiscutivelmente, um facilitador no dia a dia. Mas o gesto de passar cartão, em vez de ver o dinheiro a desaparecer fisicamente na carteira, tem um impacto menor no nosso cérebro. É um gesto simples, mas que multiplicado pode arruinar a poupança de qualquer um.

Ainda antes de perceber quais são os movimentos que podem diminuir drasticamente a poupança ao final do mês, o melhor é instalares o UNIDO, a nova app gratuita do Wizink que te permite, numa única aplicação, ter associadas todas as contas bancárias e cartões de crédito e controlar os movimentos. Rendimentos e despesas por entidade ou de forma global, gráficos, movimentos por categoria… Com o UNIDO sabes sempre quanto dinheiro tens, e onde e quando o gastaste. Não há mesmo desculpas para ultrapassares budgets, já que a app permite que se definam limites de gastos por categoria e ainda te envia alertas para que nunca os excedas. O melhor? A aplicação é gratuita e funciona na maioria das instituições bancárias portuguesa.

“Vou já chamar um carro”

Quando estamos atrasados para uma reunião, quando os transportes públicos parecem demorar uma eternidade, quando saímos de um jantar de amigos ou no fim de saída à noite. As apps de transportes TVDE salvam muitos incómodos, mas não são muito amigas da carteira. Os preços variam consoante a disponibilidade, a hora ou a distância, mas é raro ficar mais barato que um transporte público. Se, por exemplo, uma viagem custar à volta de 6 euros e se se fizerem duas viagens por semana, são 48 euros a sair da conta por mês.

Dica: sempre que possível, escolher transportes públicos ou andar a pé é mais económico e mais amigo do ambiente, mas há situações em que é mesmo necessário um carro. Esperar uns minutos para uma segunda tentativa pode fazer a diferença no tempo final, e aproveitar esse tempo para ir caminhando para o destino também reduz o preço. Por último: atenção a todas as promoções!

Taxi-gestos que podem arruinar a poupança

“Vou só ver se saiu a nova coleção”

No mundo do consumo, há dois grupos de pessoas: as que se regem por épocas de saldos, e as que se regem pelas chegadas de novas coleções. O grande problema é que o online mudou o paradigma de como se compra e, hoje, há artigos novos e promoções imperdíveis praticamente todas as semanas. Memorizar os dados dos cartões nos sites preferidos faz com que seja mais acessível o impulso de comprar algo que se goste muito ou que pareça uma oportunidade imperdível, mesmo que não seja nada necessário.

Dica: mesmo que se façam rondas pelos sites, o melhor é não ceder ao impulso de “ir pondo” no carrinho de compras aquilo que simplesmente se gosta. As perguntas antes de ceder devem ser (por esta ordem): preciso? Vou dar uso? Vale  o preço que estão a pedir? Nunca ter memorizados os dados do cartão e não ceder a assinaturas de newsletters também ajuda a poupança. Se houver um artigo mesmo muito desejado e for possível, ir fisicamente à loja também pode ajudar a tirar teimas.

Shop QR-gestos que podem arruinar a poupança

“Hoje não me apetece cozinhar”

Que levante uma colher de pau quem nunca sentiu preguiça em pensar e preparar uma refeição. Às vezes nem é a falta de tempo ou de paciência, mas o desejo de uma comida específica mais difícil de cozinhar, como sushi ou pizza. Mais uma vez, a facilidade de, através de uma chamada ou de uma app, podermos ter acesso a qualquer comida faz com que se ceda à tentação de encomendar ou, em alguns casos, merece mesmo uma ida ao restaurante. Tanto num caso como noutro, a conta nunca sai barata. Ao fim do mês, alguns poderão inclusive ficar surpreendidos com a proximidade entre o valor de compras para a casa e refeições prontas.

Dica: sem fundamentalismos, regrar a alimentação é um dos mais importantes passos para regrar também a conta bancária. Definir um limite de refeições fora e um valor total para o que poderá gastar mensalmente nelas é essencial para não deixar derrapar a poupança. Quando possível, optar por versões caseiras sai mais barato e, com prática e boas receitas, o sabor pode até ser melhor. Não manter os contactos à mão e apagar as apps de food delivery são truques que, não anulando, tornam mais difícil a tarefa de comprar impulsivamente uma refeição pronta.

“Fica mais barato assim”

Promoções de lançamento, campanhas imperdíveis, inscrições limitadas. São tudo expressões demasiado familiares, não é? Da fidelização de 24 meses no ginásio aos serviços de streaming que se foram acumulando porque eram X euros por mês, vão-se somando as despesas fixas acessórias que saem da conta quase sem nos apercebermos. O problema é que mesmo os valores mais irrisórios, somados a outros valores irrisórios, acabam por ter um impacto significativo nas contas. Por exemplo, uma subscrição no ginásio de 30 euros (as mais baratas), um serviço de streaming de 8 euros e uma subscrição de música premium de 7 euros, num ano, perfazem 540 euros. Se os usar, é dinheiro investido, mas se são subscrições que não têm uso, vale mesmo a pena gastar quase um ordenado no ano com elas?

Dica: o primeiro passo para se começar a poupar é definir um teto máximo para este tipo de despesas. Só depois se deve listar todas as subscrições atuais, ver quais é que cabem no orçamento e excluir os excessos. Subscrições duplicadas (como dois serviços de streaming diferentes), não utilizadas ou que possam ter alternativas gratuitas (como apps de música gratuitas, mas com publicidade) são automaticamente cartas fora do baralho.

WiZink - gestos que podem arruinar a poupança

“O meu seguro é a sorte”

No sentido oposto ao do ponto anterior, há algumas “subscrições” que vale a pena não cancelar. Já diz o velho ditado, “o seguro morreu de velho”, e o melhor é mesmo ter seguros que nunca têm de ser acionados.

Na casa e no carro, os seguros mais altos garantem proteções em praticamente todas as situações. Sendo duas áreas em que, quando acontece algum imprevisto, a despesa é usualmente mais alta, vale a pena pagar uma pequena mensalidade para garantir proteção numa situação mais vulnerável.

No que à família diz respeito, os seguros de saúde são uma forma de garantir acesso a serviços médicos especializados no privado por um valor significativamente mais baixo. No que concerne aos animais de estimação, além do seguro obrigatório para raças potencialmente perigosas, um seguro para animais de estimação garante descontos na hora de o levar ao veterinário ou mesmo de comprar a ração.

Dica: para perceber quais são os seguros que mais se adequam ao agregado familiar, o melhor é mesmo fazer contas. Perceber, por exemplo, quanto é que gastam em média por ano em despesas de saúde ou de veterinário, estipular o valor do recheio da casa, perceber a utilização que se dá ao automóvel. Depois, comparar é a melhor arma! Não escolher logo o primeiro seguro que aparecer na pesquisa e ir a fundo nos preços, coberturas e limitações de cada um.

 

 

Textos, Edição e Revisão: Cofina Media, S.A | Imagens: Cofina Media, GettyImages e iStock

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