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Casamento: um conto de fadas com saldo realístico

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O casamento é, para muitos, um sonho tornado realidade. O grande dia é idealizado ainda antes de haver um pedido, e quando este acontece, começa o planning detalhado. Nenhum pormenor pode falhar, tudo tem de estar perfeito.

O pequeno problema começa quando a lista de to do não para de crescer, sempre com custos associados. Vamos por partes: casar, per si, não fica muito caro. O custo de casar numa conservatória é de 120 euros para todo o processo e registo. Para muitos, casar é mais do que assinar os papéis. É toda a envolvência, a celebração do acontecimento de uma vida. E aí, as contas começam a subir. O melhor é manter os pés na terra, definir prioridades e nunca, mas mesmo nunca, fugir ao orçamento definido.

Primeiro passo: os convidados

A publicação nas redes sociais, nos dias que correm, é quase certa. Apesar de todos na família e no grupo de amigos saberem que há casamento à vista, é preciso convidar de forma oficial as pessoas. O primeiro passo é criar uma lista. E aqui há dois métodos: ou definem primeiro um número máximo de convidados e depois preenchem os espaços, ou definem as pessoas essenciais, mas sem entrar em convites por obrigação.

Depois, o convite em si. É aqui que começa o primeiro grande gasto. Os convites físicos, encomendados, chegam facilmente aos 2 euros por unidade. Aumentar o nível de complexidade no design, a qualidade do papel ou pormenores como aplicações só subirá o preço. Optar por fazer tudo em casa reduz drasticamente o preço, mas há opções intermédias. Tratar do design e deixar na mão de profissionais a execução ou pedir a alguém que os desenhe e imprimir em casa podem ser opções válidas.

A forma mais económica é a mais simples: criar um site de casamento! Há inúmeros sites com um custo muito reduzido – ou mesmo grátis – em que os convidados podem confirmar a presença, os acompanhantes, possíveis restrições alimentares… Poupam na produção e ainda na distribuição! Claro que há quem não aceda a computadores, mas são situações pontuais e podem sempre visitar essas pessoas.

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Segundo passo: a preparação

Quer optem por um casamento mais formal, mais descontraído ou mais disruptivo, a forma como vão vestidos tem uma grande importância, e ajuda a definir o tom do casamento. O vestido de casamento é uma das peças mais caras, e se a imaginação não tiver limites pode mesmo chegar às dezenas de milhares de euros. A primeira dica, se o sonho for um vestido de princesa de uma loja de noivas, é que procurem em várias lojas – sim, os preços variam – e, se possível, que se mostrem os modelos a uma costureira. As diferenças de preço podem ser surpreendentes! Para as noivas que procuram opções mais simples, algumas lojas de fast fashion têm opções para noivas ou alternativas tão elegantes que facilmente passam por vestidos de casamento!

Nos homens, os fatos em lojas especializadas também podem aumentar exponencialmente orçamentos. Fazer por medida, num alfaiate, é uma das opções que podem salvar o orçamento. Outra, ainda mais económica, é comprar um fato que não seja especificamente para noivos e ir adicionando os complementos – como a camisa, o colete, o lenço – ao gosto de cada um.

Nos complementos, como penteados, maquilhagem ou mesmo o ramo da noiva, a recomendação é apenas uma: não referir que é “para casamento”. Sim, parece estranho, mas a verdade é que os preços aumentam exponencialmente quando é esta a referência, ainda que os produtos ou os serviços sejam exatamente os mesmos! Nas alianças, a simplicidade ganha pontos, não só por serem mais baratas, mas também porque não se cansarão tão facilmente delas.

E já que falamos de preparativos, o fotógrafo é um dos mais importantes agentes do grande dia, uma vez que lhe cabe a ele captar cada momento para a posteridade. Aqui, o que aconselhamos não é a procura de um serviço low-cost, mas o investimento no fotógrafo certo. É importante que se crie uma relação de confiança antes, com acerto de todos os pormenores: desde o nível de intimismo na cobertura ao número de casas onde vão ser fotografados, e às pessoas mais importantes a focar. Se também quiserem vídeo de casamento, podem procurar por pacotes que incluam os dois, mas em que cada pessoa esteja designada para um dos serviços.

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Terceiro passo: a cerimónia

Quem opta por um casamento religioso tem de contar com custos acrescidos, não só da reserva do espaço como da decoração. Estes espaços são, normalmente, decorados com flores, por profissionais, o que aumenta – e muito! – os custos. Keep it simple! As igrejas já têm, normalmente, decoração periódica. É uma forma de poupar algumas dezenas de euros (às vezes centenas!) num espaço onde a atenção acaba por estar apenas virada para os noivos.

Ainda na cerimónia de união, a lista inclui a forma como os noivos chegam e saem da cerimónia, a música, a saída da igreja. Por partes: chegadas e saídas em meios de transporte originais (como limusines, coches ou carrinhas pão de forma) dão boas fotografias, mas é um serviço bastante dispendioso. A menos que haja uma ligação emocional – como se terem conhecido numa road trip de “pão de forma” – e se não tiverem nenhum familiar ou amigo que possa emprestar um veículo tão icónico, o melhor é usarem o carro do dia a dia.

Os momentos musicais durante a cerimónia são um dos pontos mais diferenciadores. Há quem queira um cantor, um coro, ou apenas música instrumental… Não há muito como contornar, mas se houver um amigo com dotes vocais, ou com apetência para algum instrumento, podem pedir que participe na cerimónia. Asseguram que os momentos são mais sentimentais, pela ligação.

À saída da igreja, o momento pode tornar-se icónico com um budget bem pequeno! Em vez das tradicionais pétalas de rosa e dos grãos de arroz, apostem em balões com as cores do casamento ou que formem palavras que façam sentido para o casal. O melhor? Estes elementos decorativos podem ser comprados em lojas de rua, por preços muito convidativos.

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Quarto passo: a festa

É no copo-d’água que se apostam todas as fichas para um casamento inesquecível. É aqui que se gasta a maior fatia do orçamento. Entre a comida, a animação e o corte do bolo, há muito por onde gastar, mas também muito onde pode poupar.

Quando estão a planear a ementa para o grande dia, as opções que vos vão apresentar são todas apetecíveis e por “pequenas quantias” podem ter alguns extras. Não se deixem levar pela emoção! Mesa de entradas, dois pratos principais, mesa de queijos, de sobremesas, ceia… é muita comida e acabará por sobrar demasiado. Optem por apenas um prato, e reduzam drasticamente o orçamento. Se for possível, peçam aos convidados para escolher se preferem carne, peixe ou vegetariano e sirvam à medida de cada um. As mesas de entradas e de doces são obrigatórias, mas não precisam de ser em grande escala. Afinal, o melhor é que guardem alguma barriga para o prato principal e para o bolo.

E já que falamos no bolo, também há formas de poupar: os preços variam consoante o sabor, por isso optem por um que agrade à maioria – normalmente os mais diferentes são mais caros e não reúnem consenso, pelo que acaba por ser um desperdício. A cobertura também influencia diretamente o preço, pelo peso. Optem por coberturas leves, como chantili, e quanto à decoração… Mais uma vez, comprar com antecedência, em lojas de decorações para festas, reduz o preço e garante a decoração à medida de cada casal.

Na animação, os custos são também muito variáveis, consoante a duração e a intensidade… Entre DJ, animador para as crianças, fogo de artifício, animador de sala, coreógrafo,… tudo tem um preço, mas quase tudo é contornável.  Por exemplo: em vez de um DJ, porque não, no site de casamento, abrir uma área na qual todos podem acrescentar músicas que gostariam de ouvir e de dançar no casamento?

Em vez de um ilusionista ou outra animação, peçam a vários grupos de amigos para fazerem discursos ou para prepararem pequenas diversões – como jogos de perguntas, o limbo, adivinhas ou anedotas… vale tudo para arrancar bons momentos, sem que a carteira se ressinta.

E, se na hora de cortar o bolo sempre imaginou um cenário idílico, este também não precisa de custar muito dinheiro. Com pequenas luzes decorativas – sim, como aquelas que compram para a árvore de Natal – e foguetes de bolo nas mãos de convidados, a magia acontece… por muito menos do que fogo de artifício.

Quinto passo: o after party

Depois de festejarem… o casamento, não como cerimónia, mas como vida em casal. O truque, a começar na noite de núpcias e na lua de mel e a terminar na vida em conjunto, é… listas! Sim, as listas de casamento são úteis tanto para o casal, que precisa inevitavelmente de algumas coisas, como para os convidados, que nunca sabem muito bem o que oferecer! No site de casamento podem criar uma zona com a lista de prendas e em que cada pessoa pode registar qual será a sua oferta, para que não haja repetições. Incluam o hotel para a noite de núpcias e a lua de mel, bem como bens que precisem para a casa. Mas, claro, não se esqueçam de referir que oferecer será sempre opcional!

Agora sim, happily ever after!

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Textos, Edição e Revisão: Cofina Media, S.A | Imagens: Cofina Media, GettyImages e iStock Photo

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