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Vida de adulto: oito regras para um orçamento bem gerido

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A saída de casa dos pais para uma vida com emprego, ordenado e casa própria é um passo importante que todos os jovens adultos anseiam por dar. Do lado positivo, há a evolução natural, o crescimento e o ganho de independência. Com a liberdade vem, contudo, a responsabilidade de se gerir o orçamento do novo agregado familiar – singular ou em família. E, a cada novo contrato, soma-se uma nova fatura ao final do mês. A questão é sempre: como é que os pais faziam? Não há magia nem ginásticas. O truque é não desesperar. Vamos a dicas.

  • É no poupar que está o ganho

Ainda que o ordenado seja pequeno, poupar tem de estar sempre no horizonte. Não precisam de ser grandes montantes: valores mais baixos, como 20 ou 30 euros, fazem a diferença ao fim de um ano – ou vários.

Aproveitar alguns extras no ordenado, como subsídio de Natal ou de férias, para engordar a poupança é também bastante proveitoso E para que a poupança saiba ainda melhor, ponha-a numa conta-poupança: ganha-se em juros e a pressão de não mexer é maior.

  • Reduzir nos gastos não significa mais dinheiro para gastar

Com uma conta-corrente, é fácil cair no erro de ir gastando o dinheiro que está disponível em compras supérfluas. Quando, num mês, se reduz nas contas fixas ou se corta um gasto – como um vício que decida eliminar –, a tendência de usá-lo numa saída à noite mais dispendiosa é grande. O conselho é que se faça uma lista dos gastos fixos em que se pode cortar e, caso seja possível, aumentar a percentagem de poupança fixa mensal.

  • Compras sempre com uma lista

A teoria já é antiga: ir às compras com fome aumenta a probabilidade de se comprar comida por impulso, tendencialmente menos saudável e que, na verdade, não é precisa. Estabelecer um orçamento e uma lista para as compras do mês reduzirá substancialmente a probabilidade de se apostar no desnecessário.

Outro truque muito útil é apostar nos cupões e nas promoções. Os cartões que os hipermercados disponibilizam podem parecer inúteis, mas há promoções exclusivas que acabam por compensar. Algumas superfícies informam, inclusive, de quanto poupou em cada compra.

  • A leitura real é a leitura justa

Por esquecimento ou por comodismo, a tendência é a de se deixar que as entidades da luz, água e gás façam uma estimativa dos gastos de cada agregado familiar e cobrem um valor mais ou menos semelhante todos os meses. Isto, claro, até calhar um mês de acertos, em que as leituras são feitas e se contabiliza a diferença entre aquilo que já se pagou e aquilo que efetivamente se gastou.

Nalguns casos, isto significa uma fatura mais reduzida. Noutros, um pagamento mais pesado que não está previsto nas despesas mensais. O melhor é mesmo optar pela leitura real todos os meses, para que a distribuição seja mais equilibrada. Torna-se também mais fácil perceber quando está a gastar mais e detetar onde e quando se pode reduzir.

Poupança-Meio

  • Porque não fatura eletrónica?

Sejamos honestos: hoje em dia, tudo se compra e tudo se vende através de um telemóvel ou de um computador. Acede-se ao email, compra-se a nível internacional, encomenda-se comida. Então, para quê continuar a receber as faturas na caixa do correio?

A poupança pode não ser muito expressiva, mas há algumas empresas que ainda oferecem descontos se optar por fatura eletrónica e débito direto. Mais: assim não corre o risco de a fatura se extraviar – e ter, por consequência, de pagar taxas extras por atrasos no pagamento!

  • “Quer número de contribuinte?” Sim!

A resposta deve ser automática e sempre positiva. A princípio, o gesto de tirar o cartão da carteira e debitar o número pode parecer inútil e aborrecido, mas quando chegar a hora de apresentar o IRS vai ficar feliz por o ter feito. Nalguns gastos, a fatura com número de contribuinte já é automática – como nas contas domésticas – mas há outros, como a farmácia, os restaurantes ou o veterinário, em que ainda é opcional. É nestas contas que pode ver uma grande diferença que se pode traduzir numa fatia maior de reembolso ou, pelo menos, num pagamento menor às finanças.

  • Poupar o ambiente é poupar dinheiro

Usar o carro diariamente é um comodismo que pode sair caro. O preço dos combustíveis é alto, estacionar implica quase sempre custos e o trânsito desgasta o carro e afeta a carteira. Ao optar por transportes públicos, gasta-se um montante fixo com que se pode contar nas despesas mensais, em vez de uma despesa variável que pode estragar o orçamento familiar.

No caso das famílias, há novos descontos em alguns municípios que tornam a poupança ainda maior.

  • O investimento também significa poupança

Um frigorífico, um micro-ondas, uma televisão ou um aspirador. Quando se começa a equipar uma casa (ou quando um eletrodoméstico avaria), o instinto pode ser comprar um equipamento “o mais barato possível”. Mas, muitas vezes, o mais barato sai mais caro. Optar por equipamentos com uma eficiência energética A+ ou superior significa que os equipamentos gastarão menos recursos – água e luz. E nem precisa de optar por grandes marcas. Hoje, muitas marcas brancas têm já alternativas com eficiência superior por um preço apenas ligeiramente mais alto.

Textos, Edição e Revisão: Cofina Media, S.A | Imagens: Cofina Media, GettyImages e iStock Photos

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