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Reembolso do IRS: o que fazer com o dinheiro?

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A data de entrega do IRS estende-se até ao último dia de junho, mas são já muitos os portugueses que sabem se, este ano, terão de pagar algum montante às Finanças ou se terão direito ao reembolso de alguma quantia. Na primeira opção, o único conselho que podemos dar é que quanto mais cedo se saldar a dívida, mais rapidamente tiras a preocupação da cabeça. Se, por outro lado, 2020 é o ano em que vais receber algum dinheiro, podes já começar a planear o que fazer com ele.

Um balão de oxigénio

As limitações ao comércio e aos serviços causadas pelo surto da pandemia da covid-19 fizeram com que muitas pessoas tivessem de parar de trabalhar ou vissem drasticamente reduzido o dinheiro ao final do mês. Ficar em casa foi e é crucial para a saúde pública, mas a saúde económica de muitas famílias portuguesas ficou condicionada. O IRS pode ser uma ajuda para algumas despesas às quais não conseguiste fazer face neste período. Mesmo que o impulso seja o de não utilizar o dinheiro para situações do dia a dia, como pagar a conta da luz ou da água, o melhor é saldar as dívidas para não se acumularem.

Planeamento das despesas

Além das despesas mensais, com as quais já contamos, há despesas anuais que, não sendo surpreendentes, ficam esquecidas até à data em que temos de as saldar. É o caso, por exemplo, do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), do selo do carro ou dos seguros que vamos acumulando – saúde, casa, carro, animais de estimação. Para que a ginástica orçamental não fique demasiado difícil, sobretudo numa fase em que é mais complicado fazer poupanças, o melhor será que guardes este dinheiro extra para essas situações. Deixar o dinheiro na conta-corrente pode incitar a que, pouco a pouco, se vão gastando pequenas quantias, pelo que o melhor será mesmo recorrer à conta-poupança para guardar esse dinheiro.

Pensar no futuro

Quando o reembolso se traduz em pequenas quantias, o impulso poderá ser o de pensar que não faz assim tanta diferença e que nem vale a pena estar a separá-lo. Errado! Valores maiores ou mais pequenos vão sempre fazer a diferença no futuro. Se o dinheiro não for essencial agora, o melhor será mesmo guardá-lo. Aumentar a conta-poupança da família ou pôr na conta dos filhos para aumentar o pé-de-meia são boas formas de sentir que o dinheiro não está a ser desperdiçado.

Com a certeza de que não será necessário a curto ou médio prazo, pode também ser aplicado em ações ou outros investimentos, de maneira que o montante vá crescendo sem muito esforço. Nestes casos, é preciso medir o custo-benefício de investir o dinheiro, e avaliar todas as hipóteses para não haver surpresas.

Investir no presente

Chegamos ao conselho mais fácil e à parte que traz mais felicidade. Se nenhuma das opções anteriores se encaixa no orçamento familiar. Se todas as contas estão em ordem e as poupanças bem recheadas, o reembolso do IRS pode simplesmente servir para… gastar! Um eletrodoméstico que avariou, uma reforma na cozinha há muito sonhada, um carro que já precisa de ser substituído ou uma viagem especial em família são formas de se “gastar” o dinheiro de forma responsável, uma vez que se transforma numa melhoria da qualidade de vida.

Ainda que com um desconfinamento progressivo, passamos agora muito mais tempo em casa, o que veio mostrar a muitas pessoas a importância do conforto, mais do que da estética, em cada uma das divisões. Durante este tempo, foram muitos os pormenores das várias zonas da casa que se tornaram mais relevantes e que desejamos mudar. Porque não aproveitar o reembolso do IRS para essas pequenas mudanças?

 Presentear também é importante!

Sim, o montante que cai na conta deve ser poupado ou investido. Não se deve olhar para o dinheiro de forma leviana e com o ímpeto de o gastar todo de uma vez. Receber algum dinheiro de reembolso do IRS significa que, durante o ano, houve contenção, preocupação com as faturas e os gastos que justificam esse reembolso. Por isso, também é permitido que desfrute do dinheiro com pequenos prazeres! O truque é simples: se o valor de reembolso for de 2.145 euros, por exemplo, arredondem para baixo o valor e ponham-no de parte (por exemplo 2.000 ou mesmo 2.100). Com o montante que sobrar, definam em família um miminho do qual todos possam desfrutar. Um jogo, uma subscrição de um canal de televisão ou uma refeição de takeaway, o importante é que todos gostem e todos aproveitem o pequeno presente que um ano de contenção trouxe!

 

Textos, Edição e Revisão: Cofina Media, S.A | Imagens: Cofina Media, GettyImages e iStock Photos

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