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Tempo de mudança. Já escolheste o próximo carro?

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Elétrico, híbrido ou movido a combustíveis fósseis são as opções mais discutidas. Qual a melhor? Esta é a resposta que importa, numa altura em que o setor automóvel está em transformação e se traça um novo conceito de mobilidade.

Caminhamos para um futuro inteligente. Um futuro em que vai ser incorporada uma série de novas tecnologias de assistência, segurança e sustentabilidade e no qual a condução autónoma vai ser recorrente nas estradas. Ainda não chegámos lá. Para já, e até que esta visão se torne realidade, a indústria automóvel estuda a forma como os carros devem ser motorizados, conduzidos e integrados na sociedade. E vai aos poucos introduzindo essas mudanças no mercado.

No final do dia, neste processo de transição que se prevê durar alguns anos, a questão que se impõe é: agora que preciso de comprar um carro, qual devo escolher?

Elétrico? Híbrido? A combustível fóssil? Resposta certa: depende.

 

Dos anos que pretendes que o novo carro dure. Do uso a dar ao automóvel. Do sítio onde vives. E dos gastos que queres ter.

8 razões para comprar um elétrico

  • Segundo a Agência Europeia do Ambiente, quase meio milhão de pessoas morre a cada ano consequente de doenças respiratórias e cardiovasculares provocadas pela má qualidade do ar. Em Portugal, os centros de Braga, Porto e Lisboa são as zonas do país onde a poluição é maior. As três cidades ultrapassaram as emissões de dióxido de azoto permitidas por lei (dados da Associação Sistema Sustentável – ZERO).
  • Vários países já anunciaram que vão proibir a venda de carros com motor de combustão até 2050, entre eles França, Alemanha, Holanda, Noruega e Reino Unido.
  • Em Portugal, um veículo 100% elétrico não paga Imposto Sobre Veículos (ISV) e o proprietário tem direito a uma redução do Imposto Único de Circulação (IUC). As empresas passam a ser isentas de Tributação Autónoma, poupam em sede de IRC e deduzem o IVA a 100%.
  • Um carro a gasolina gasta, no mínimo, 10€ a cada 100 km. Na mesma distância, um carro a diesel consome 7€, enquanto um elétrico gasta apenas 2€.
  • A manutenção de um carro elétrico é também mais barata do que um veículo movido a combustão fóssil.
  • Há uma rede pública de 550 postos de carregamento lento e 58 postos de carregamento rápido em Portugal (gratuita enquanto não é iniciada a cobrança pelos postos da rede Mobi.e). A empresa responsável estima que se possa chegar aos 800 pontos públicos até ao final do ano. Pode também ser instalado um posto privado, em casa ou no trabalho.
  • A EDP oferece um desconto de 10% à noite a quem tenha um carro 100% elétrico. Tem 600 clientes neste tarifário.
  • O governo português dá um incentivo de 2250 euros para os primeiros mil carros elétricos vendidos. A novidade deste ano é que o apoio se estende às motos elétricas, com direito a um incentivo de 400 euros.
Razões para adiar a compra de um elétrico, para já

 

Se pensas que os veículos elétricos surgiram recentemente, estás enganado. Concorreram com os carros a vapor e gasolina nos primórdios da indústria automóvel. Na altura, os carros movidos a combustíveis fósseis eram mais baratos e a autonomia e o tempo de recarga das baterias acabaram por remeter os elétricos para uma prateleira. Só saíram de lá por causa da crise do petróleo e como alternativa não poluente (ou menos poluente, enquanto ainda dependermos dos combustíveis fósseis para produzir eletricidade).

De facto, os elétricos respondem com nota positiva aos desafios atuais:

  • Combate às alterações climáticas;
  • Redução da poluição nos centros urbanos;
  • Desenvolvimento da tecnologia.

Mas os problemas que lhes foram associados quando surgiram mantêm-se. Apesar de os últimos desenvolvimentos apontarem para mais de 600 quilómetros de autonomia e os tempos de carregamento estarem a diminuir. Os grandes contras? O preço dos carros elétricos e ainda do aluguer ou compra das baterias.

Não existe uma única solução para substituir os combustíveis fósseis. Combustíveis sintéticos (e-fuels), pilhas de hidrogénio e gás natural são algumas das alternativas.

 

Veredito final

A venda de veículos elétricos em Portugal duplicou de 2016 para 2017. Apesar de ainda não chegar a uma quota de mercado relevante (menos de 2%). A previsão para 2018 aponta para os 4% a 5%. O caminho é longo, mas cada vez mais conquistam um espaço. Um veículo elétrico é mais amigo do planeta, da cidade e da população em geral.

Com zero emissões e sem gastos em combustíveis, o carro 100% elétrico poderia ser uma opção para o próximo veículo a comprar. Com vantagens não só para o condutor, mas também para a sociedade. Mas os prós e os contras ditam que pode ser ainda demasiado cedo para o fazer. A melhor opção talvez passe por optar por um veículo de transição. Um híbrido. Movido a gasolina ou gasóleo e eletricidade. O melhor dos dois mundos.

Top 5 dos carros elétricos mais vendidos em 2017: Renault Zoe, líder de vendas, BMW 330e, BMW 530e, Nissan Leaf e BMWi3.

 

Veículos elétricos matriculados em cada ano (incluindo híbridos plug-in)

Janeiro e fevereiro 2018920
20174237115%
2016197050,96%
20151305260,50% (incentivos reintroduzidos)
201436261,61%
201322439,13%
2012161– 23,33% (incentivos retirados)
2011210

Fonte: UVE

Estás na dúvida?

Perde algum tempo e consulta a informação disponível na Internet sobre os veículos disponíveis no mercado português, como as análises feitas pela DECO.

 

Textos, edição e revisão: Cofina Media, SA.

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